Sexismo e LGBT+ sem Direitos Humanos

By BeeShirts - janeiro 04, 2019

Sexismo e LGBT+ sem Direitos Humanos

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves diz que 'nova era' começou: 'meninos vestem azul e meninas vestem rosa'





Essa fala da ministra da mulher, família e direitos humanos, Damares Alves, somada com as atitudes de seu ministério mostra o quão retrogrado e danoso será o novo governo para todas as pessoas LGBT+.

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Quando a ministra de Bolsonaro, Damares, afirma que meninos devem vestir azul e meninas devem vestir rosa, ela não está usando de metáfora para exemplificar a falácia da "ideologia de gênero", ela está sendo literal e negando a existência de mais identidades de gêneros.


É preciso entender que todas as necessidades da comunidade LGBT+ serão ministradas por uma pastora que diz que 'O estado é laico, mas esta ministra é terrivelmente cristã'. Essa postura da ministra e do governo Bolsonaro, quando atrelada aos dados do país que mais mata LGBT+, institucionaliza o assassinato de pessoas LGBT+ e desmerece a laicidade do Brasil.


'O estado é laico, mas esta ministra é terrivelmente cristã', diz Damares Alves


Dias antes da declaração de Damares Alves acerca das cores de "Identidade de gênero", o presidente eleito, Jair Bolsonaro assinou uma MP que retira a população LGBT+ das diretrizes dos Direitos Humanos, mas o que isso significa exatamente?

A Medida Provisória de nº 870/19, assinada pelo presidente da república Jair Bolsonaro (PSL), explicita as mudanças nos ministérios, incluindo o ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandado pela pastora Damares Alves. 


Entre as diretrizes dos direitos humanos são explicitamente citados as "mulheres, criança e adolescente, juventude, idoso, pessoa com deficiência, população negra, minorias étnicas e sociais e Índio". As pessoas LGBT, que antes também eram citadas, foram excluídas. 

A exclusão de pessoas LGBT das diretrizes de direitos humanos corrobora para negar a existência de LGBTfobia, ou seja, retirando os LGBTs das diretrizes eles afirmam que o LGBT é como qualquer outra pessoa, mas isso não garante que os crimes contra LGBT sejam tratados como tal, e assim entrem para estatísticas importantes para medir a motivação desses crimes.

A população LGBT precisa ser citada nas diretrizes de direitos humanos, assim como os negros, criança e adolescente, mulheres e índios, para que possamos observar as estatísticas de violência no país e distinguir crimes de racismo, crimes de feminícidio e crimes contra LGBT. A retirada de pessoas LGBT das diretrizes de direitos humanos vai mostrar apenas que o Brasil é um país violento, mas não vai mostrar que é um país homofóbico e que faz parte dos países que mais matam LGBT no mundo.

Essa é mais uma tática da direita conservadora e fundamentalista para negar direitos à população LGBT+.

Nós precisamos entender os homicídios com extremo detalhismo para que possamos combater suas motivações, por isso é necessário que as diretrizes de direitos humanos incluam tantas especificações sobre todos os grupos de pessoas.

A retirada do LGBT das diretrizes só mostra que o governo não está preocupado com o problema social que os crimes contra LGBT representam.

Os direitos humanos foram criados para não haver pessoas sendo torturadas, colocadas dentro de uma cerca para terem suas vidas ceifadas pelo extremismo, pelo preconceito e pela ignorância, mas parece que para o governo de Jair Bolsonaro isso pouco importa.

Agora que você entendeu o que significa a fala da ministra e o conjunto de ações do atual governo, não compartilhe memes preconceituosos e não reproduza frases prontas homofóbicas, pois podem não afetar sua vida, mas certamente causam a morte de milhares de pessoas.






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